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Palmeiras virou a Seleção Brasileira em 1965

Para celebrar a inauguração do estádio Governador Magalhães Pinto, o mais famoso de Belo Horizonte, também conhecido como Mineirão, foi organizado um amistoso entre Brasil e Uruguai. Contudo, além de ser um dos clássicos do futebol mundial, a partida ficou marcada porque toda a delegação brasileira foi composta por palmeirenses.

Isso mesmo, dos atletas ao massagista, todos os profissionais eram da Sociedade Esportiva Palmeiras. A idéia de uma “seleção verde e branca” partiu da Confederação Brasileira de Desportos, que convidou o clube para representar o Brasil em campo, um fato inédito até então no futebol.

Apesar de Botafogo e Santos espetaculares, a equipe palmeirense foi eleita para representar o que existia de melhor no futebol nacional. Com o elenco à altura, no dia 7 de setembro, o Brasil (ou Palmeiras, como preferir) entrou em campo com o goleiro Valdir Joaquim de Moraes, Djalma Santos, Djalma Dias, Valdemar, Ferrari, Dudu, Ademir da Guia, Julinho, Rinaldo, Tupãzinho e Servílio. A equipe foi dirigida por Filipo Nuñes, argentino de nascimento, mas paulistano por escolha, o único estrangeiro que comandou a Seleção Brasileira.

Com a bola rolando os brasileiros se mostraram melhores logo de cara: Servílio quase abriu o placar aos dois minutos, Rinaldo também ficou no quase aos seis, os atacantes Tupãzinho e Servílio fizeram uma linda jogada aos dez minutos, mas somente aos 27 que saiu o primeiro gol do jogo com Rinaldo, de pênalti.

Ainda na primeira etapa Tupãzinho marcou o segundo e, se a arbitragem tivesse marcado as faltas dentro da área em Ademir da Guia e Rinaldo, o placar poderia ter sido ainda mais vantajoso.

Na volta do intervalo a equipe palmeirense/brasileira veio com cinco substituições: Picasso no lugar de Valdir, Procópio no de Valdemar, Zequinha no de Dudu, Germano no de Julinho e Ademar Pantera no de Tupãzinho. Os brasileiros continuaram tão fortes como nos 45 minutos iniciais e aos 29 da etapa final Germano fechou a contagem com 3 a 0 para a alegria dos 80 mil presentes no primeiro espetáculo no palco do Mineirão.

A taça que estava em disputa naquela partida permaneceu 28 anos na sede da CBD, contudo, mais tarde, foi decido que o troféu deveria ficar com o Palmeiras. A lembrança física daquele jogo histórico está até hoje na Sala de Troféus do clube para quem quiser ver o resultado do dia em que o Palmeiras virou a Seleção Brasileira.

Fonte: Meu time de Futebol

 

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